terça-feira, 9 de junho de 2009

QUANDO UMA ETAPA CHEGA AO FIM

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.


Martha Medeiros

sábado, 28 de fevereiro de 2009

CRÔNICA DO AMOR

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

(Arnaldo Jabor)

NÃO QUERO

Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.

Quero sempre poder ter um sorriso estampando meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.

Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!

(Adriana Britto)

sábado, 27 de dezembro de 2008

A vida: destino ou não?

Por que a vida não é como queremos? Seria tão bom se fosse dessa maneira. Não existiria sofrimento, dor, desânimo... Será que existe o tal destino de que todos falam? Será que realmente está tudo escrito? Essa é uma questão de opnião pessoal...cada um deve tirar sua próprias conclusões no decorrer da vida.
Por que não consigo de parar de pensar em você? Mesmo não querendo e relutando contra isso, eu nõ consigo...é mais forte do que eu. Tudo me lembra você! Toda música, todo filme, toda ação...tudo parece convergir em um único pensamento, em uma única lembrança: VOCÊ! Não sei mais o que faço. Será o tal destino? Não sei! A única coisa que me passa pela cabeça é a impossibilidade da realização desse sentimento e o quanto eu gostaria que isso não fosse verdade. Sei que é difícil e que talvez você não concorde, mas a razão é mais forte do que a emoção. Será que estou certa em fazer isso? Gostaria de obter essa resposta pois amenizaria todo esse sofrimento. Mas quem pode responder a essa pergunta? Acho que ninguém, afinal, não conhecem a nossa história. Só nós sabemos o que se passa, o que estamos sentindo. A distância só faz piorar a situação, pois me faz querer, cada dia mais, estar ao seu lado para receber seus carinhos, seus abraços, seus beijos... Eles vão achar um absurdo! Nunca vão aceitar. Serão os números ou a questão da moral? Será que eles tem moral? As interrogações então em todos os cantos. Elas me perseguem e não me deixam viver em paz. Quando se´ra que isso vai acabar? Será que realmente a razão vai vencer o coração? Vamor ver..só o tempo dirá. No final tudo da certo. É só ter paciência e esperar, apesar de ser difícil nessas horas...


Remechendo em coisas antigas minhas, encontrei esse texto em uma folha separada
dentro de uma agenda. Poderia ser um texto comum, como outro qualquer, mas o que mais me impressionou foi o fato de que alguma coisa me fez guadá-lo. Ele foi feito quando eu tinha apenas 17 anos. Na folha está a data de 24/09/04, ou seja, estava caminhando para final do terceiro ano, ainda no Rêgo Barros. O fato é que o conteúdo do texto me impressionou. Como é que eu fui escrever uma coisa assim nessa época? Não teria motivos para isso aos 17 anos. Nessa época era uma "criança" que tinha a única meta de passar no vestibular. Vivia para estudar no intuito de alcançar essa tal meta. Não me recordo o momento em que escrevi e nem o que me levou a escreve-lo. A única coisa que eu sei é que não existe coincidências. Isso só vem se confirmando pra mim a cada dia. Isso é destino!

domingo, 16 de novembro de 2008

HAY QUE BUSCARSE UN AMANTE

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as quenão têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são essas últimas as quevêm ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as maisdiversas dores. Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótonae sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabemcomo ocupar seu tempo livre.Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estãosimplesmente perdendo a esperança. Antes de me contarem tudo isto, elas jáhaviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de umdiagnóstico firme: 'Depressão', além da inevitável receita do anti-depressivodo momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas nãoprecisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.Há as que pensam: 'Como é possível que um profissional se atreva a sugeriruma coisa dessas?!' Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedeme não voltam nunca mais. Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogemhorrorizadas, eu explico o seguinte: 'AMANTE é 'aquilo que nos apaixona'.É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é tambémaquilo que, às vezes, nos impede de dormir.O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que aconteceà nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezesencontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não énosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, namúsica, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcenderespiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempopredileto...Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz 'namorar' a vida e nos afasta do tristedestino de 'ir levando'. E o que é 'ir levando'? Ir levando é ter medo deviver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pelapressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos,afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova queo espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade,com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutaro hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvezpossamos realizar algo amanhã. Por favor, não se contente com 'ir levando';procure um amante, seja também um amante e um protagonista da SUA VIDA...Acredite: o trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca seesqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver; por isso, e sem maisdelongas, procure um amante...A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISONAMORAR A VIDA.
(Dr. Jorge Bucay - PSICÓLOGO)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Dois Corações

Que a distancia não apague esse amor, que a saudade me alimente a cada segundo ao pensar em você, que ao fechar os olhos me percebo tocando tua pele, tua face entristecida por espaço que nos delimitam a vida, mas que ao mesmo tempo nos da à certeza do quanto nos amamos. Aquele teu sorriso ainda me percorre aos pensamentos assim como teu cheiro navega sobre minha pele, e me lavam as lágrimas por chorar ao olhar o retrato me adentrando a saudade, pois é tanta que me calo ao próprio silêncio e me devoro. Ah como eu te amo, como te quero e por incrível que pareça por um minuto me tenho enfraquecido ao perder as esperanças de te tocar outra vez, mas ao perceber este amor que me renova a vida, me ponho a deslizar sobre minha face um lindo sorriso ao notar o quanto eu sei que me amas.
Dois corações, duas almas que se completam diante de tantas outras as quais nem se quer possuem o verdadeiro sentido de querer amar ou simplesmente a verdadeira razão do amor, engraçado que me deparo às vezes sobre as lembranças e me pego sorrindo diante de situações em que te amava ver-te aos ciúmes, aquele teu olhar sobre o meu me dizendo entre tantos outros silêncios o quanto me amas. Ai, nos encontramos novamente como se não houvesse a distancia, perco as horas ao te abraçar e ao me prender ao teu corpo não querendo novamente que me cubra de saudade, porém jamais te deixe passar aos pensamentos que este amor morrerá, pois tudo o que é verdadeiro não morre, renasce a cada encontro, a cada olhar. TE AMO...
(Léo Saldanha)